Depois de meses sem escrever vou continuar o relato da minha viagem a Itália. O quarto dia de viagem começou com um tour, que na verdade deveria ter sido feito no segundo dia, mas eu esqueci de levar o comprovante, nada importante não é? Nem acreditei que nos três esquecemos o comprovante. Acho que simplesmente não era para ser naquele dia. Enfim, como já era nosso quarto dia na cidade a maior parte do percurso do tour nos já tínhamos feito, mas foi interessante ver de um diferente ponto de vista e foi bom ouvir as explicações do guia sobre todas aquelas construções. O problema foi ter que ver tudo de novo e a pé, porque estava acontecendo uma maratona na cidade e muitas ruas estavam fechadas. Eu lembro que foi uma das manhãs mais frias de toda a viagem e a caminhada foi longa porque o tour terminava no Vaticano. Passamos um tempão em frente ao Castelo de San Angelo, que é lindo, antes de conseguir atravessar, de novo por causa da bendita maratona. Era domingo, portanto o Papa iria dar a benção papal da sacada de sua residência ao meio dia, como não somos católicas e já planejávamos voltar ao Vaticano no dia seguinte, acabamos indo embora. De novo a pé. Andamos ao lado do rio Tibre até chegarmos a Isola Tiberina, que eu tanto queria ver e acabou que passamos direto e não tiramos nem uma foto lá dentro dessa minúscula ilha. Esse dia nosso humor não estava dos melhores então apesar de ter dado um pulo até a Bocca della Veritá, não entramos, portanto não coloquei minha mão na boca para ver se seria arrancada.
No dia seguinte, como planejado, fomos ao Vaticano. Fomos pra lá bem cedo só que dessa vez de metrô. Visitamos a Basílica de São Pedro que requer um processo de segurança similar aos aeroportos. Tivemos que passar por detectores de metais, colocar a bolsa para ser scaneada pelo raio-x e tudo por medo de ataques ao Papa. A Basílica é imensa, mas um pouco sinistra, o bom é que permitido fotografar o que é raro por lá. Não gostei muito, achei opulenta demais, exagerada demais, mas é claro tem os seus atrativos. Se eu tivesse que escolher a igreja mais bonita que eu vi em Roma com certeza seria a Santa Maria Maggiore que foi a primeira coisa que eu vi, logo no primeiro dia. Ela também é grande e enfeitada, mas eu senti muita paz lá, mesmo não sendo católica eu gostei de estar naquele lugar. Acho que talvez pelo silêncio quase absoluto o que não é possível encontrar na Basílica de São Pedro que estava lotada. O que nos levou ao Vaticano na verdade foi o desejo de visitar a Capela Sistina, mas como nenhuma viagem pode ser perfeita, não conseguimos realizar esse desejo. Passamos quase uma hora rodando tentando encontrá-la, tudo mundo dizia é pra lá e nos andávamos, andávamos e não conseguíamos encontrar. Acabamos desistindo. Então é claro a encontramos. Nós criamos uma regra para a Itália, quem procura NÃO acha, funciona quase sempre. Mas nesse ponto a fila estava literalmente quilométrica. Nossos pés não agüentavam mais depois de tantos dias andando sem parar, alem disso, estávamos estressadas e sem paciência nenhuma para esperar em filas e sabíamos que depois da fila do ingresso ainda viria a fila para entrar. Na hora foi horrível, mas tinha que ter alguma coisa que nós não conseguimos ver, algo para nos fazer voltar lá algum dia. Como ainda era cedo fomos para a Rua Corso comprar as lembrancinhas e tivemos uma grata surpresa: as lojas estavam em liquidação. Como mulheres não conseguimos resistir e acabamos fazendo o que nos nunca sequer sonhamos em fazer na Itália, fizemos compras. Depois já que estávamos gastando mesmo, fomos tomar um chocolate quente e comer um croissant na Piazza Navona. Parecia cena de filme, um Café tipicamente italiano numa das praças mais famosas do mundo e ainda por cima um musico tocando uma musica bem italiana na frente do Café. E pra fechar o dia com chave de ouro fomos esperar o pôr do sol na Fontana de Trevi. Simplesmente lindo.