sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Roma última parte




No sexto dia já tínhamos visto tudo que estava em nosso roteiro então tivemos que improvisar. Fomos ao Ara Pacis o mausoléu de Augusto e encontramos com dezenas de estudantes de arte com seus cadernos de desenho, sentados pela rua copiando o prédio, que por sinal tem um design bem moderno. Acabou que nem chegamos a entrar porque o ingresso é muito caro. Decidimos então ir novamente ao Borghese dar uma volta no parque. E valeu muito a pena. Na primeira vez que fomos lá estava nublado e por ser sábado estava lotado. Dessa vez estava um dia lindo e o parque estava quase vazio. Aproveitamos para ver a vista da cidade no Pincio e depois andamos meio sem rumo até que nos deparamos com um lago. Já tínhamos lido sobre ele e todo mundo dizia que era incrível, e é mesmo. Tiramos lindas fotos e encontramos com dezenas de tartarugas tomando sol. Esse parque é incrível, eu senti uma paz lá dentro, uma sensação de que estava isolada do mundo. Aproveitamos esse dia sem script e fomos a Piazza Spagna, nos sentamos na escadaria da Trinitá Del Monti e recriamos a cena do filme A princesa e o plebeu tomando um gelatto. O dia seguinte foi o dia de dizer adeus a Roma. Aproveitamos a manhã pra ir a uma lan house descarregar as fotos e para fazer umas comprinhas de ultima hora antes de ter que pegar a van para o aeroporto e pegar o avião para Florença.








PS. a foto é do lago no Parco Borghese

sábado, 29 de outubro de 2011

Roma parte 3

Depois de meses sem escrever vou continuar o relato da minha viagem a Itália. O quarto dia de viagem começou com um tour, que na verdade deveria ter sido feito no segundo dia, mas eu esqueci de levar o comprovante, nada importante não é? Nem acreditei que nos três esquecemos o comprovante. Acho que simplesmente não era para ser naquele dia. Enfim, como já era nosso quarto dia na cidade a maior parte do percurso do tour nos já tínhamos feito, mas foi interessante ver de um diferente ponto de vista e foi bom ouvir as explicações do guia sobre todas aquelas construções. O problema foi ter que ver tudo de novo e a pé, porque estava acontecendo uma maratona na cidade e muitas ruas estavam fechadas. Eu lembro que foi uma das manhãs mais frias de toda a viagem e a caminhada foi longa porque o tour terminava no Vaticano. Passamos um tempão em frente ao Castelo de San Angelo, que é lindo, antes de conseguir atravessar, de novo por causa da bendita maratona. Era domingo, portanto o Papa iria dar a benção papal da sacada de sua residência ao meio dia, como não somos católicas e já planejávamos voltar ao Vaticano no dia seguinte, acabamos indo embora. De novo a pé. Andamos ao lado do rio Tibre até chegarmos a Isola Tiberina, que eu tanto queria ver e acabou que passamos direto e não tiramos nem uma foto lá dentro dessa minúscula ilha. Esse dia nosso humor não estava dos melhores então apesar de ter dado um pulo até a Bocca della Veritá, não entramos, portanto não coloquei minha mão na boca para ver se seria arrancada.
No dia seguinte, como planejado, fomos ao Vaticano. Fomos pra lá bem cedo só que dessa vez de metrô. Visitamos a Basílica de São Pedro que requer um processo de segurança similar aos aeroportos. Tivemos que passar por detectores de metais, colocar a bolsa para ser scaneada pelo raio-x e tudo por medo de ataques ao Papa. A Basílica é imensa, mas um pouco sinistra, o bom é que permitido fotografar o que é raro por lá. Não gostei muito, achei opulenta demais, exagerada demais, mas é claro tem os seus atrativos. Se eu tivesse que escolher a igreja mais bonita que eu vi em Roma com certeza seria a Santa Maria Maggiore que foi a primeira coisa que eu vi, logo no primeiro dia. Ela também é grande e enfeitada, mas eu senti muita paz lá, mesmo não sendo católica eu gostei de estar naquele lugar. Acho que talvez pelo silêncio quase absoluto o que não é possível encontrar na Basílica de São Pedro que estava lotada. O que nos levou ao Vaticano na verdade foi o desejo de visitar a Capela Sistina, mas como nenhuma viagem pode ser perfeita, não conseguimos realizar esse desejo. Passamos quase uma hora rodando tentando encontrá-la, tudo mundo dizia é pra lá e nos andávamos, andávamos e não conseguíamos encontrar. Acabamos desistindo. Então é claro a encontramos. Nós criamos uma regra para a Itália, quem procura NÃO acha, funciona quase sempre. Mas nesse ponto a fila estava literalmente quilométrica. Nossos pés não agüentavam mais depois de tantos dias andando sem parar, alem disso, estávamos estressadas e sem paciência nenhuma para esperar em filas e sabíamos que depois da fila do ingresso ainda viria a fila para entrar. Na hora foi horrível, mas tinha que ter alguma coisa que nós não conseguimos ver, algo para nos fazer voltar lá algum dia. Como ainda era cedo fomos para a Rua Corso comprar as lembrancinhas e tivemos uma grata surpresa: as lojas estavam em liquidação. Como mulheres não conseguimos resistir e acabamos fazendo o que nos nunca sequer sonhamos em fazer na Itália, fizemos compras. Depois já que estávamos gastando mesmo, fomos tomar um chocolate quente e comer um croissant na Piazza Navona. Parecia cena de filme, um Café tipicamente italiano numa das praças mais famosas do mundo e ainda por cima um musico tocando uma musica bem italiana na frente do Café. E pra fechar o dia com chave de ouro fomos esperar o pôr do sol na Fontana de Trevi. Simplesmente lindo.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Roma parte 2


O terceiro dia foi o dia que reservamos para ir aos museus. De todos os muitos museus da capital italiana escolhemos apenas dois: A Galleria Nazionale D’Arte Moderna e a Galleria Borghese. Como era sábado a cidade estava meio deserta. Pegamos o metrô quase vazio e fomos em direção a Piazza Popolo a parada mais próxima da Galleria Nazionale, mas ainda assim tivemos que andar um bom pedaço. O que é sempre bom quando se quer conhecer uma cidade. A Galleria Nazionale foi uma decepção. Metade do museu estava fechada e só vimos uma pequena parte do acervo. Depois de um pouco mais de uma hora saímos e fomos para a Villa Borghese passear até a hora da visita ao museu porque o ingresso já estava comprado, pois tem que ser reservado previamente. O ingresso se não me engano era para as 15:00 e ainda era muito cedo. Tempo bastante para nos perder bastante. E foi o que fizemos. Andamos muito dentro do parque, que é imenso. Vale muito a pena visitar a Villa Borghese se um dia for a Roma não deixe de visitar o parque com sua arvores centenárias, os caminhos de terra, estatuas, muitos cachorros e milhões de margaridas. E isso porque estávamos no fim do outono, imagina na primavera. Enfim andamos, nos perdemos e acabamos na frente do zoológico onde compramos um dos famosos paninis em dos muitos trailers que vendem comida. Muito bom, na verdade um dos melhores da viagem. Só não recomendo comer em um dos bancos dentro do parque por causa dos cachorros que não nos deixavam em paz. E não são cachorros de rua não, na verdade não vi nenhum cachorro de rua na Itália, eram cachorros do pessoal que caminha por lá, mas parece que eles não se importam muito em controlar os cachorros que ficam livres. Depois de muitos andar e de muitas fotos encontramos o museu. O prédio em si já é lindo. E se a Galleria Nazionale foi decepcionante a Galleria Borghese superou todas as nossas expectativas. É simplesmente inacreditável, a casa é linda sem precisar das estatuas famosas ou das pinturas. As paredes são todas pintadas assim como os tetos de cada sala. Eu não sabia pra onde olhar. É claro que quando nos deparamos com as estatuas de Apolo e Dafne, O rapto de Proserpina e a estatua de Paulina Bonaparte, descobrimos o que é uma obra prima. Foi sem duvida o melhor museu de toda a viagem. Super recomendo. Depois desse mergulho na arte fomos pro hotel descansar para o próximo dia.

PS: Essa imagem é da Galleria Borghese

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Roma parte1


Tirei a carteira de motorista no dia 20/1/11, mas fora isso meu processo está praticamente parado. Continuo fazendo o curso de inglês e vou começar a fazer um trabalho voluntario em uma creche. Enquanto nada de interessante acontece na minha vida de futura Au Pair e como ninguém lê mesmo vou falar um pouco da minha ultima viagem.
Dia 16/3 em embarquei, juntamente com minha duas irmãs, em meu primeiro voo transatlântico rumo a Roma. No dia seguinte, depois de uma escala em São Paulo e mais 11 horas de vôo, eu estava desembarcando em Roma. A imigração foi bem tranqüila, não pediram nada. Já nas primeiras horas em solo italiano e de uma paradinha no hotel pra deixar as malas, fomos ver o Coliseu. Foi uma experiência inacreditável, eu não conseguia acreditar que eu realmente estava ali, vendo aquele imenso monumento. Ainda por cima eu tive a sorte de chegar bem no dia do aniversário de 150 anos da Itália e o Coliseu estava de graça. Nesse dia não andamos muito porque estávamos exaustas da viagem e também porque começou a chover muito forte. O dia seguinte por outro lado foi o dia de andar. Nos perdemos inúmeras vezes e acabamos vendo metade dos pontos do nosso roteiro. Como a Fontana de Trevi, a Piazza Spagna, a Piazza Popolo, a Via Condotti, o Pantheon, a Piazza Navona e o Vittorio Emanuele II. A emoção de ver a Fontana de Trevi pela primeira vez eu não vou esquecer jamais. A fonte é simplesmente incrível, é imensa com dezenas de estatuas e figuras, mas o mais marcante não é a suma imponência, mas o som que ela produz. É tão forte que eu tive que gravar para nunca mais esquecer. É claro que não podíamos ir lá e não jogar uma moeda na fonte e não podíamos também deixar de tomar o famoso gelatto italiano, que realmente é o melhor que já tomei.